27 de outubro de 2007

Frases Marcantes do Processo de Trabalho - parte 1

Durante as filmagens é fato que muito falamos e discutimos. Nada mais justo que cada um postar as frases que mais marcaram ou que pelo menos tenham ficado na cabeça.

"...olha essa cidade! Parece um circo, um bando de macaquinho vivendo pra nada..." Bruno Guimarães referindo-se a Porto Alegre

"...filma os tênis aqui, filma os tênis aqui...ô não é pra filmar, pára de filmar..." algum marginal do Centro antes de fechar bruscamente as portas da van

"...terceiro andar: artigos esportivos..." Zé Lopes ao entrar em qualquer elevador

"...eu vou ser o montador do próximo né?..." Guilherme Borges, fotógrafo, todos os dias, referindo-se ao curta do próximo semestre

"...é por isso que o mundo tá uma merda, colocaram a pomba como símbolo da paz..." Zé Lopes referindo-se ao conceito humano de paz

"...isso é ultrajante..." Guilherme Borges, imitando pela milésima vez o Prux

"...o melhor plano da história da FAMECOS..." Élvio, sobre o travelling do Centro

"...além de diretor eu sou o cara que tem que segurar um guarda-chuva pra não molhar a câmera...Dentro de uma van!!!" Bruno, durante o aclamado travelling

"...bicho idiota..." Zé Lopes, manifestando seu sentimento por pombas

"...me decepcionei com a equipe..." Alexandre, o produtor, dando uma entrevista para o Making Of

"...não me enche..." Daniel, num dia de bom humor

"...João Moreira Salles é o melhor..." Alexandre, manifestando um amor platônico pelo irmão do Walter Salles

"...que tal uma cascata?..." Élvio, dando sugestões construtivas para o filme

"...wtf?!?!?..." Fábio Lobanowski, ao ver o material de arquivo que será usado

"...o primeiro plano é o plano um..." Daniel, irritado com as perguntas no primeiro dia de filmagem

"...não existe ordem de filmagem, que fique claro, não existe ordem de filmagem hoje..." Alexandre, inovando nos métodos de produção

"...o Blade Runner é de 1987 né?..." Guilherme Borges sobre Blade Runner (1982)

"...não, 1985..." Daniel sobre Blade Runner (1982)

"...tu tirou o cinto?...tu quer morrer?..." Bruno Guimarães sobre a rebeldia de Élvio

"...não é engraçado..." Bruno Guimarães sobre a musicalidade de Élvio

"...fazia três semanas que tava anunciando chuva pra hoje e os caras acertaram..." Alexandre sobre a competência dos metereólogos

"...o nosso grupo se baseia na confiança e na amizade o tempo inteiro, a gente não teve nenhum problema..." Alexandre sobre o ambiente de trabalho

"...com essa chuva as pombas não ficam aglomeradas..." Bruno Guimarães, enfatizando que o plano das pombas era fundamental pro filme

Terceira Diária - parte 4

Só para reiterar o que já foi dito aqui. Quase assaltados na orla do lago Guaíba, cozinhando sob o sol no cais e atraso pantagruélico dos professores + van. Pelo menos consegui fazer planos muito bons. Em especial os do crepúsculo (tanto o com grande angular quanto o com a tele), os das pombas (uns ficaram incríveis) e um de uns guindastes do cais. Fascinantes. Tô realmente confiante, o resultado vai ficar, no mínimo, bonito.

Espero que, nessa semana a gente consiga fazer o início do filme conforme a escaleta para que o diretor musical comece a fazer seu trabalho embasado no material bruto pré-montado. E logo teremos alguns cartazes de divulgação.

Era isso.
Valeu equipe!!!

26 de outubro de 2007

Terceira Diária - parte 3

Carlos ensinando Élvio e Isadora a mexer no Fostex.
Após aprender, Élvio e Isadora preparam os equipamentos.
Sendo solicitado, Élvio chega atrasado 5hrs ao set.
E então começam a bater fotos.
O diretor Bruno visualiza o que já havia sido visualizado.
Filmamos o pôr-do-sol com duas câmeras.
O tempo se apresentou favorável a nossa diária.
Uma das PD-170 com lente grande angular, filmando o pôr-do-sol.
Daniel: assistente de direção e Still nas horas vagas.
Alexandre: Produtor e fanfarrão nas horas vagas.
Observados por um capacete rosa, a equipe se retira do set.
Na Usina do Gasômetro acontece uma mostra da RBS dentre outras exibições de curtas.
O assistente de direção anota informações em sua planilha improvisada.
O produtor demonstrando falta de prestígio pelo equipamento, cospe na câmera.
Rapidamente o operador de câmera se vira para filmar a rua.
O diretor demonstra falta de afeto pelo fotógrafo, enquanto Daniel sua para guardar uma fita.
Chegando cerca de uma hora atrasados a equipe vai devolver os equipamentos. Exaustos voltam para casa e descansam.

Terceira Diária - Parte 2

Bom, queria dizer algumas coisas sobre a diária do dia 25/10 (ontem), complementando o que o nosso montador já falou com o ponto de vista daqueles que foram ao campo capturar imagens agônicas.

Em primeiro lugar, gostaria de esclarecer o que ocorreu em relação à van. O motorista, Walter, não se atrasou como achávamos, pois, desde as duas horas, ele se encontrava ao lado do prédio 8, tentando descobrir aonde devia ir, já que nem os seguranças nem os porteiros da PUC sabiam dizer exatamente onde era o local de encontro da FAMECOS. Era sua primeira vez fazendo isso, portanto totalmente justificável seu engano, principalmente depois de ter sido muito parceiro durante as filmagens, mesmo tendo eu feito um cronograma com deficiências geográficas (pensava que o Laçador fosse mais perto do Gasômetro do que o Cais do Porto, o que não foi de todo ruim, pois tínhamos tempo a perder).

Em relação às filmagens em si, tudo correu tranqüilo. Não tivemos a intervenção de nenhum professor, fato este que foi ótimo, uma vez que não há aquela cobrança e pressão, podemos demorar o tempo que quisermos. Tínhamos, é claro, a presença do Zé Lopes, que auxiliou o diretor/ fotógrafo o tempo inteiro, mas ele, conforme suas próprias palavras, não era responsável por nós, se perguntassem (e perguntaram uma hora no Cais do Porto) ele diria que nem conhecia.

Com a equipe drasticamente reduzida de acordo com a explanação de Élvio, tivemos uma diária muito mais calma, e, na minha opinião, melhor, pois nosso trabalho não tem muito mistério, então quanto menos gente mais ágil podemos ser. O diretor conseguiu os planos que desejava e, ainda, tivemos no nosso lado a sorte, já que, por exemplo, no caso das pombas, um cara apareceu do nada e jogou comida para as aves bem na hora, melhorando a posição delas.

Os únicos porém mesmo do dia foram dois: um foi uma deficiência minha, pois esqueci de comprar água previamente e estava muito quente. O outro foi na Usina do Gasômetro. O Bruno queria deixar uma câmera no solo e outra levar para cima da Usina e filmar o Pôr-do-Sol. No entanto, enquanto preparávamos a câmera de baixo, fomos importunados por três maloqueiros, o que nos obrigou a nos precaver e levar as duas para o lugar seguro.

No resto tudo foi muito bom. Deu até para dar uma passeada pela exposição da RBS, a qual está sensacional.

Terceira Diária - parte 1

Considerações sobre nossa terceira diária de filmagem.
Bom, creio que ainda vai faltar mais uma diária, que teremos que fazer por fora pegando alguma câmera por sorte. Fato é que ainda temos 2 fitas a usar e muito material a gravar.

Na diária de ontem, dia 25 de outubro, fizemos algo completamente inovador acredito eu. Dividimos a equipe ao meio. Com a van, saiu, por Porto Alegre, uma parte da equipe para gravar imagens. No campus permaneceu outra parte da equipe para gravar apenas áudio de entrevistas.

A equipe de áudio:
- Isadora (técnica de som)
- Élvio (assistente de som, entrevistador e montador)
- Natália (assistente de produção, making of e still digital)

A equipe de imagem:
- Bruno (diretor e diretor de fotografia)
- Alexandre (diretor de produção, fotografia adicional e making of)
- Daniel (assistente de direção, assistente de câmera e still analógico)
- Élvio (assistente de câmera, making of e still digital)

Calma, já explico como estive nas duas equipes.

Contando já com o atraso previsto dos professores, resolvi não chegar no horário da outra diária (13hr). Cheguei 13:50 aproximadamente e fui caminhar com o Diretor e uma amiga dele (Bruna). Estávamos tranqüilos, pois tínhamos muito tempo para poucos planos e, como ainda não podíamos retirar o equipamento (tendo em vista o atraso dos professores), fomos caminhar e conversar sobre a diária. Iniciamos o procedimento de retirada de equipamentos 14:15.

Retirei o equipamento de som, e o resto da equipe o de imagem. Sempre com a boa vontade do Lindomar e do Márcio que sempre têm se mostrado muito amigáveis e flexíveis quanto à retirada de equipamentos e devolução.

Embora tivéssemos retirado todos os equipamentos, não tínhamos Van para nos transportar. De quem seria a responsabilidade? Da van ou das pessoas responsáveis por nos conseguir a van (os professores)?

Independentemente de qualquer julgamento, o fato é que a van se atrasou. Nós não, pois já contávamos com atrasos gigantescos tendo em conta a consideração e pontualidade que nossos professores já haviam demonstrado na última diária. Saímos, ou melhor, saíram dentro do horário previsto o Bruno, o Daniel e o Alexandre. Foram se divertir pela cidade e filmar a tão aguardada "aglomeração dos pombos" (já citada no making of provisório) e mais estátuas e coisas do tipo.

Enquanto isso, no campus, Isadora, Natália e eu tivemos um breve curso intensivo de Fostex com o Carlos, que se mostrou muito prestativo nos ajudando a mexer no aparelho. Tão logo aprendemos, preparei-o com seus fios, fones e microfone para a técnica de som e saímos a caminhar pelo campus e entrevistar transeuntes dos mais diversos.

Eram 15:30 e não havíamos entrevistado ninguém, o que me fez apressar a Natália a conseguir pessoas para eu entrevistar. Embora eu tenha exigido muito dela nessa parte e tenhamos até discutido um pouco mais exaltados, ela se mostrou competente o suficiente para achar bons entrevistados.

No total entrevistamos 7 pessoas. Na minha opinião 2 foram sensacionais, 1 foi muito ruim, e as outras foram meia-boca. Mas isso veremos mais adiante na hora de montar o som. Terminadas as entrevistas, às 17h, a técnica de som saiu correndo, pois tinha algum compromisso importante, creio eu. A Natália permaneceu um tempo mas logo foi embora também. Coube a mim, então, tomar o cuidado para descarregar imediatamente o Fostex, de modo a não correr nenhum risco de perder o áudio gravado. Aproveitei o momento para dividir alguns clipes das fitas que já haviam sido importadas. O processo de montagem começa a tomar um rumo.

Por volta das 18:45 recebi uma ligação do Alexandre e do Bruno que solicitaram algumas informações sobre o tempo na internet e solicitaram que, se possível, eu fosse até a locação onde eles estavam. Fui imediatamente tomando a primeira condução que fosse até lá.

Munido de minha câmera fotográfica, cheguei ao local combinado por volta das 19:20 (sim, nesse horário deveríamos estar devolvendo os equipamentos na PUC, mas, como, por culpa dos professores, tivemos atrasos de, no total, mais de uma hora, resolvemos nos "atrasar" em prol do bom andamento do filme. A equipe estava alegre, feliz, descontraída, pois esse é o tipo de clima e ambiente que prezamos em nossos filmes. Contribuí para que esses sentimentos só aumentassem, enquanto Bruno filmava o pôr-do-sol com duas câmeras.

Em pouco mais de meia, hora bati um total de 150 fotos, mas somente 60 ficaram aproveitáveis. Algumas delas postarei em breve neste Blog.

Voltamos para a PUC e devolvemos os equipamentos restantes por volta das 20:10. Mais uma vez o Lindomar se mostrou muito prestativo para nos ajudar.

E essa foi mais uma diária sensacional, totalmente excelente. E só pra esclarecer alguma dúvida que tenha surgido, o Guilherme, que é o Diretor de Fotografia, não pôde ir filmar por motivos de força maior: ele ficou com uma forte gripe nos últimos dois dias e embora insistisse em comparecer para filmar, não foi por recomendação do Diretor.

19 de outubro de 2007

Making Of

O tão esperado Making Of do filme "Sinfonia da Desgraça".

"...olha essa cidade! Parece um circo. Um bando de macaquinho vivendo pra nada..."

18 de outubro de 2007

Mais notícias

Ontem eu refirmei o acordo com meu amigo (e irmão) Henrique Bordini, para que ele componha a música do nosso filme. Ele também está ansioso para ver o trabalho completo.
Hoje começamos oficialmente a montagem do doc. Devo dizer aqui que em alguns momentos o travelling não ficou tão bom quanto quando vimos na hora (o calor da emoção), mas ainda assim vai ficar muito bom.
Acho que é isso.
Ah, sim, em momentos o making of das primeiras diárias estará online!
Confiram!